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Encontro de Energia no Meio Rural



Resumo

CAMPOS, Alessandro Torres, ZONIN, Wilson J., SILVA, Nardel L. S. et al. Balanço de energia em sistemas orgânico e convencional de produção de milho. In Anais do 5º Encontro de Energia no Meio Rural, 2004, Campinas (SP) [online]. 2004 [citado 19 Maio 2013]. Disponível em: <http://www.proceedings.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=MSC0000000022004000100028&lng=pt&nrm=iso> .

Objetivou-se no presente trabalho estimar o balanço energético nos sistemas orgânico e químico de produção de milho. O delineamento experimental foi em blocos casualizados com arranjo em parcelas subdivididas, tendo como parcelas principais os sistemas de produção e como subparcelas as cultivares. A semeadura foi realizada diretamente em palhada de aveia e azevém. No sistema químico a cobertura vegetal foi dessecada com glyphosate (2 L/ha), enquanto que no sistema orgânico houve manejo da palhada com rolo faca. Todas as entradas ("inputs"), seja na forma de produtos ou operações e a saída na forma de grãos ("outputs") foram transformados em energia para realização do balanço energético. Os coeficientes energéticos foram obtidos em trabalhos de pesquisa. A energia investida foi desdobrada em três categorias, conforme sua origem, como sendo biológica, fóssil e industrial. Na categoria de energia biológica foram inseridos os itens trabalho humano, sementes, biofertilizante e húmus. Agrupados na categoria de energia fóssil foram os produtos e subprodutos do petróleo, tais como adubo químico, agrotóxicos, óleo diesel. Foi considerada energia industrial aquela empregada na fabricação de maquinário utilizado no processo produtivo sendo incluídos nesta categoria: trator, semeadora, pulverizador e rolo faca. O consumo de energia no sistema orgânico de produção de milho foi de 2.047,42 MJ ha-1 e a conversão de energia foi de 78.235,33 MJ ha-1, sendo que a energia biológica foi a forma de energia mais consumida, 65,77% do total consumido, enquanto que no convencional o consumo foi de 3.764,66 MJ/ha e a conversão energética foi de 82.653,29 MJ ha-1, e a fóssil foi a forma de energia mais consumida, representando 79,57% da energia consumida neste sistema de produção. O sistema de produção orgânico apresentou uma eficiência de 38,21 significativamente maior que o sistema químico com 21,95.

Palavras-chave : Aproveitamento de resíduos; dejetos de bovinos; produção orgânica; energia; sustentabilidade de agroecossistemas; análise energética.

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