6Clínica de linguagem, psicanálise e transmissãoO sujeito e o copista: uma discussão sobre o impedimento na escrita author indexsubject indexsearch form
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Psicanálise, Educação e Transmissão


On-line ISBN 978-85-60944-08-8

Abstract

SILVA, Glauco S. F. da and VILLANI, Alberto. Grupos de aprendizagem nas aulas de física: um olhar à luz de um referencial psicanalítico.. In: PSICANALISE, EDUCACAO E TRANSMISSAO, 6., 2006, São Paulo. Proceedings online... Available from: <http://www.proceedings.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=MSC0000000032006000100036&lng=en&nrm=abn>. Acess on: 15 June. 2024.

O entendimento do processo grupal no ambiente de ensino-aprendizagem de Física (sala de aula, laboratórios, etc) é uma meta importante nas pesquisas na área de ensino de Física. Pois permite ao professor em suas intervenções favorecer não somente a aprendizagem dos conteúdos específicos, mas também o desenvolvimento de habilidades de comunicação e de atuação que são pouco contempladas quando os alunos vivenciam somente a experiência de interagir quase exclusivamente com o professor, ouvindo-o ou respondendo a suas perguntas. Constitui-se como foco do nosso trabalho a investigação destas relações professor-aluno que se estabelecem nos pequenos grupos de aprendizagem formando aí um processo grupal de ensino-aprendizagem. Buscamos investigar as intervenções do professor e como que elas promovem ou não a aprendizagem dos alunos em grupos. Utilizamos as concepções de grupos operativos de Pichon-Rivière, que focalizam a tarefa do grupo e o vínculo entre os membros (professor e alunos) como elementos essenciais do desenvolvimento grupal que vão se constituindo a partir da rede de comunicação gerada no grupo. A aprendizagem na concepção pichoneana está relacionada com as mudanças que os sujeitos em grupo vão experimentando ao longo do processo. O grupo analisado era de uma turma de Física do Ensino Médio onde o professor fazia uma série de intervenções a fim de torná-lo mais operativo. Entre estas, consideramos particularmente significativa uma intervenção de tipo institucional, que consistiu em atribuições de funções (líder, anotador e questionador) para cada um dos membros do grupo e que deveriam ser rotativas a cada atividade. O nosso trabalho consistiu em uma análise dos aspectos subjetivos das interações do tipo aluno-aluno e professor-aluno: buscamos identificar diferentes tipos de intervenção do professor e como afetavam o desenvolvimento do grupo favorecendo ou não a aprendizagem.

        · text in portuguese