6Do conceito de transmissão à formação de educadoresPsicanálise e instituição APAE: um encontro possível? author indexsubject indexsearch form
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Psicanálise, Educação e Transmissão


On-line ISBN 978-85-60944-08-8

Abstract

PARAVIDINI, João Luiz Leitão. O estatuto de felicidade e de fracasso na constituição da relação de filiação do sujeito na contemporaneidade.. In: PSICANALISE, EDUCACAO E TRANSMISSAO, 6., 2006, São Paulo. Proceedings online... Available from: <http://www.proceedings.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=MSC0000000032006000100039&lng=en&nrm=abn>. Acess on: 23 June. 2024.

Refletir sobre o sujeito contemporâneo faz necessário tomar em consideração a queda de referenciais modernos, tais como a família patriarcal, a falência do Estado e a superação da ciência como promessa de desenvolvimento humano. O sujeito contemporâneo está posicionado psíquica e emocionalmente de maneira distinta da modernidade em face destas condições sócio-históricas. Dentre às macro transformações, destacaremos aquelas que se referem às relações pais-filhos e, especificamente, aos impasses nos processos de transmissão da filiação, fazendo uso de recortes da clínica psicanalítica da relação conjunta pais-crianças pequenas e de uma ilustrativa propaganda televisiva. Diante de condições tão paradoxais, encontramos uma ‘frouxidão’ da referência histórica para todo um conjunto geracional no que diz respeito à posição paterna, assim como materna. Não podemos mais lançar mão tão somente de uma tradição. Estamos diante de uma perspectiva de destradicionalização das relações parentais. Percebemo-nos ante a falta do que chamamos de mediadores que possam nos auxiliar a sustentar quer sejam o sucesso ou o fracasso e, assim, relevarmos a importância do cuidado na mediação de si e do outro de si. Como conseqüência, o sujeito tende a fixar-se numa relação de objeto de gozo do outro, como garantia permanente frente à angústia originária do ser e cuja significância não se abre para outra coisa que não seja a repetição indefinida de si mesma. Nesta maquinação, tornar-se sujeito de desejos não só é não-garantido como também in-desejável, in-suportável. Deparamo-nos com uma lógica demonstrativa explícita de presentificação do gozo, tendo em vista o profundo achatamento peculiar entre campo das possibilidades simbólicas e imaginárias, ora como expressão inerte advinda do campo imaginário sem a articulação com o simbólico, ora o contrário, admitindo-se a competência autônoma e autômata à revelia de qualquer implicação com o outro.

Keywords : Psicanálise; Subjetividade; Filiação.

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