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An. 1 Simp. Internacional do Adolescente Maio. 2005

 

O adolescente e os ideais: questões sobre um mal-estar contemporâneo1

 

 

Luciana Gageiro Coutinho

Psicóloga, Psicanalista, Doutora em Psicologia Clínica pela Puc-Rio, Membro do Fórum do Círculo Psicanalítico do Rio de Janeiro. Professora-Pesquisadora/FAPERJ vinculada ao NIPIAC do Programa de Pós-Graduação em Psicologia do Instituto de Psicologia da UFRJ. E-mail: lugageiro@uol.com.br

 

 

Sabemos que o conceito de adolescência é fruto de uma situação social e histórica, peculiar à nossa sociedade ocidental moderna, na qual cada indivíduo é responsável pela sua trajetória de vida e pelo lugar que ocupará no socius. Em psicanálise, este processo é definido basicamente como um momento lógico (e não simplesmente cronológico), que em geral acompanha as transformações corporais da puberdade e as novas exigências pulsionais apresentadas ao sujeito, obrigando-o a um intenso trabalho psíquico. Este trabalho psíquico inclui uma reedição edípica, na qual o sujeito adolescente é submetido a um novo encontro com a própria castração e com a castração do Outro. Também implica em mudanças na esfera do narcisismo e do eu, até então sustentado pelos ideais e pelas identificações da infância com as figuras parentais. Assim, entendemos a adolescência fundamentalmente como um momento de falência das identificações e dos ideais da infância, quando a identificação primária é colocada à prova, de modo que o ideal do eu deve buscar na cultura novas ancoragens para que possa se fazer operante.

No mundo contemporâneo, entretanto, a "passagem" adolescente está cada vez menos determinada ou apontada previamente por rituais e por grandes ideais da cultura, de modo que o adolescente é deixado cada vez mais só frente à tarefa de encontrar seu lugar no social e ocupá-lo. Esta situação, se, por um lado, pode significar um ganho de liberdade, no que uma certa fluidez identificatória do adolescente pode inclusive se aproximar da experiência do sujeito em análise, por outro, parece resultar num confronto com uma dimensão de desamparo e angústia perturbadora. Tendo em vista esse contexto, gostaríamos, neste trabalho, de levantar então algumas questões sobre os efeitos da pulverização e do enfraquecimento dos ideais da cultura na adolescência contemporânea, questões estas que serão desenvolvidas e pensadas também à luz de uma vinheta clínica extraída do atendimento a uma adolescente.

 

As novas identificações e a refundação dos ideais na adolescência

Recorrendo às primeiras indicações freudianas sobre o tema, em 1905 nos "Três ensaios sobre a sexualidade", a propósito das transformações da puberdade, podemos dizer que a adolescência diz respeito a um "reencontro do objeto". Desta forma, Freud parece apontar que a adolescência envolve, simultaneamente, um afastamento dos primeiros objetos de amor e um reencontro com estes nas novas relações que então se estabelecem. De fato, como afirma em 1909, no artigo sobre os "Romances familiares", ao se afastar dos pais de origem e escolher outros objetos para as suas fantasias, o adolescente não os despreza totalmente, mas acaba por enaltecer determinados atributos nos "novos pais" que remetem aos seus primeiros objetos de amor e identificação.

Já em "Algumas reflexões sobre a psicologia do escolar" (Freud, [1914]1974), nos deparamos com Freud diante de sua própria adolescência. Trata-se de um artigo escrito por Freud para um volume coletivo em comemoração aos cinquenta anos de fundação do colégio em que havia estudado em Viena entre os nove e dezessete anos de idade. Neste artigo, Freud descreve claramente o desligamento do adolescente de "seu primeiro ideal".

"De seu quarto de criança, o menino começa a vislumbrar o mundo exterior e não pode deixar de fazer descobertas que solapam a alta opinião original que tinha sobre o pai e que apressam o desligamento de seu primeiro ideal. Descobre que o pai não é o mais poderoso, sábio e rico dos seres; fica insatisfeito com ele, aprende a criticá-lo, a avaliar o seu lugar na sociedade; e então, em regra, faz com que ele pague pesadamente pelo desapontamento que lhe causou" (Freud, [1914]1974: 288).

É então que Freud presta homenagem a seus antigos professores, sugerindo que os sentimentos por vezes ambíguos ou excessivos em relação a eles apontam para uma importante tarefa desempenhada por eles na adolescência, ao substituírem o lugar de ideal ocupado na infância pelo pai. Neste trabalho, Freud constata que, talvez, seu grande interesse pela ciência ao longo da vida, deva-se, em grande parte, à admiração e à afeição que dedicava a seus mestres em sua adolescência.

Relendo Freud à luz da teoria lacaniana (Lacan, [1950] 1994; Rassial, 1996), entendemos que, ao tratar do tema do reencontro do objeto na adolescência, Freud aponta para o traço simbólico que está na origem do ideal do eu como herança deixada pela identificação primária na infância (Freud, [1921] 1972). Este ideal é posto à prova na adolescência, devendo assumir uma nova configuração imaginária em função das novas identificações que então se dão a partir do encontro de novos objetos, idéias ou projetos que ocupem para estes jovens o lugar de ideais. Este trabalho, como nos mostram Rassial (1996)e Manoni (1999), não se reduz a uma simples "troca de penas", mas é um trabalho fundamental na produção de uma nova amarração na constituição do eu e dos ideais. Assim, pensamos que, dentre os desafios que se colocam ao sujeito na passagem adolescente, está o trabalho que visa tornar operante o ideal do eu e assim, possibilitar novas vias de escoamento para o real da pulsão, diferentes das vias até então trilhadas durante a infância.

O ideal do eu é justamente esse conceito de fronteira entre o individual e o social, que faz com que cada sujeito possa se constituir e se reconhecer numa dada sociedade, com uma dada cultura. Como já dizia Freud, "além do seu aspecto individual, esse ideal tem seu aspecto social; constitui também o ideal comum de uma família, uma classe ou uma nação" (Freud, 1974[1914a]:119). Assim, consideramos que a questão dos ideais é crucial para o adolescente, na medida em que são eles que irão fornecer os meios necessários ao adolescente para elaborar essa passagem da família ao mundo social mais amplo, tal como se dá na nossa sociedade.

 

Adolescência e mal-estar contemporâneo

Gostaríamos de nos deter agora mais especificamente na questão da falência das identificações e dos ideais na adolescência diante do contexto atual de declínio dos grandes ideais culturais, o que supomos ter fortes repercussões na elaboração psíquica desta "passagem" pelos adolescentes contemporâneos.

Vivemos num mundo de aceleradíssima circulação de informações e de idéias, onde o discurso da ciência ocupa um lugar excepcional, mas onde nenhum discurso ou representante possui legitimidade social a ponto de ocupar o lugar de um ideal cultural razoavelmente estável e transmissível. O que ocorre no mundo contemporâneo, como constata Dufour (2000) é que estamos diante de figuras de Outro que não cessam de mudar, de modo que o espaço simbólico tornou-se movediço. Desta forma, Dufour chama a atenção para o impasse que se coloca aos sujeitos no mundo contemporâneo, particularmente na adolescência, momento em que, como ele afirma, "cada um está em busca de um Outro a quem dedicar sua vida" (Dufour, 2000:22), ou ainda, de um ideal que sirva de referência para o seu desejo.

Na leitura de Lebrun (2004), trata-se de um "simbólico virtual", que se faz notar desde o interior da família, onde o lugar de autoridade paterna é abalado, mas que também se faz presente em inúmeras outras esferas da sociedade, tais como as instituições de educação, o Estado, e até mesmo o judiciário, que se torna inflado exatamente numa tentativa de suprir a falências das outras instâncias. Este enfraquecimento do simbólico, diz ele, tem repercussões específicas na clínica de adolescentes e de seus pais, por exemplo, através da dificuldade dos pais em dizer não a seus filhos, dificuldade esta que é ratificada pelo discurso social vigente. Assim, segundo Lébrun, é como se o discurso social não prescrevesse para o adolescente que ele deve crescer, renunciar às satisfações da infância, ou ainda, diríamos nós, não lhes apontassem outro caminho senão o de permanecer na posição infantil. Ou ainda, como se sujeito abdicasse de sua necessidade de assumir a insatisfação que caracteriza sua condição e que o faz erguer para si um ideal. Citando Lebrun:

"Não é que não exista mais ideal, é que o ideal novo consiste em poder passar sem ideal, em ser apenas conforme e transparente com relação ao próprio funcionamento. Não estaríamos, então, no fim das ideologias, mas na ideologia de pensar viver sem ideologia" (Lébrun, 2004: 132)

Partindo dessas observações de Lebrun e de Dufour, pensamos que, de fato, diante do hiper-individualismo, da profusão de imagens e dos imperativos de gozo que imperam em nossa sociedade de consumo midiática, assistimos a uma acelerada pulverização e dissolução dos ideais da cultura no mundo contemporâneo. Assim, não dispomos atualmente de ideais que contenham em si um valor efetivamente simbólico, que sejam, por um lado, passível de ser compartilhado, mas que também consistam em referências para cada sujeito, que possa dela se apropriar à seu modo. No mundo contemporâneo, tais referências, muitas vezes não passam de imagens transitórias, totalitárias e paralizantes, de modo que a falência dos ideais que se apresenta na cultura tende a tornar ainda mais penosa a falência dos ideais típica da adolescência.

Tais hipóteses parecem se confirmar ao recorrermos à clínica e à escuta do mal-estar na expressão dos próprios adolescentes que atendemos hoje. Passemos ao caso de Maria, uma adolescente de 15 anos, às voltas com questões sobre o seu desejo e a sua posição de mulher, seja na esfera amorosa e familiar, na qual revive muitos de seus dramas infantis com o namorado, seja na esfera do mundo público, quando se pergunta sobre a profissão que quer seguir.

Entre os motivos pelos quais sua mãe concorda em trazê-la para a análise, a relação com o primeiro namorado e o sofrimento experimentado diante de uma possível separação, estão no centro da demanda formulada nesse primeiro momento por ambas. Paralelamente, a mãe também traz uma preocupação quanto à sexualidade de Maria, a partir de determinadas atitudes da filha ao entrar na adolescência, tais como o fato de já ter se declarado homossexual diante da família, e, por outro lado, apresentar-se fortemente sedutora em relação a todos os homens com quem convive.

Seu pai é apresentado por ela como alguém bastante enfraquecido socialmente, deslegitimado por não conseguir trabalhar, por não contribuir financeiramente na educação das filhas e não se relacionar com nenhuma mulher após a separação da mãe de Maria há dez anos, a não ser com sua própria mãe, com quem mora desde então. Maria se queixa por seu pai nunca assumir uma posição mais firme em relação às filhas, nem mesmo no que diz respeito ao direito de vê-las. Numa das sessões em que fala dele, Maria chora ao declarar que gostaria muito que seu pai a obrigasse a passar os fins de semana com ele, como fazem os pais de muitas amigas suas. De sua infância, uma cena bastante representativa desta posição flácida do pai é recorrente em suas associações:

"Uma vez eu estava brincando na rua e uma amiguinha me convidou para ir à casa dela. Eu devia ter uns seis anos. Aí interfonei para meu pai e perguntei a ele se eu poderia ir. Sabe o que ele me disse? Se você achar que pode, vá minha filha".

A mãe de Maria, por sua vez, também não facilita à Maria seu caminho em direção à construção de um ideal de mulher, que lhe sirva de referência para "amar e trabalhar", experiências tão fundamentais para a felicidade humana, como já dizia Freud. Casou-se de novo com um homem alcoólatra e, apesar de mostrar seu empenho em dedicar-se integralmente às filhas, não consegue se estabelecer profissionalmente e está sempre envolvida em sérios problemas financeiros. Vive, então, às custas da ajuda financeira de sua própria mãe e dos bens também advindos de uma herança da família materna. A labilidade da posição materna em relação à filha também se faz notar logo, quando, no dia seguinte da primeira entrevista feita com as duas, ela telefona à analista perguntando como proceder diante da angústia da filha, que não queria ficar na escola naquele dia e pede para que a mãe vá buscá-la. Assim, ao voltar-se para a mãe na busca por referências diante da angústia provocada pelas questões em torno de sua sexualidade na adolescência, movimento complexo para toda menina adolescente pois implica em lidar com a tênue fronteira entre amor e identificação, Maria acaba por perpetuar sua posição infantil de objeto fálico da mãe. Sem encontrar nem no pai na mãe os suportes necessários para constituir para si um ideal que lhe indique uma posição desejante, tarefa para a qual é convocada particularmente na adolescência, Maria permanece alienada numa relação ambígua e atormentadora com uma mãe idealizada que ocupa um lugar central em sua vida.

O discurso dessa adolescente nos faz pensar que, efetivamente, seu drama ancora-se em uma problemática que transcende sua situação familiar, já que a transmissão dos ideais pela família esbarra inevitavelmente na fragilidade dos ideais culturais a serem transmitidos. Como sair da adolescência numa cultura que, por diversas razões, desvaloriza a própria posição do adulto como aquele que pode renunciar ao gozo da imediatez em nome de um ideal a ser atingido? Nesse contexto, a insegurança, ou até mesmo a ausência e a omissão dos pais pode ser perfeitamente entendida e justificada socialmente. No caso de Maria, isto está presente claramente na sua história e sua família, na qual a fragilidade da presença e da função paterna deixa muitas marcas. Marcas estas que também se fazem presentes na posição ocupada pela mãe diante da filha, oscilando entre a onipotência e a inconsistência, o que a faz, finalmente, apelar à analista enquanto um terceiro.

Durante a análise, a fala de Maria aos poucos se desloca da relação imperiosa com a mãe para outras figuras do social, tais como ícones midiáticos e professores, representantes da pluralidade dos ideais culturais contemporâneos. Assim, Maria vai falando de uma série de questões em torno do que é ser mulher, das primeiras experiências amorosas e sexuais com o sexo masculino, da posição que tem ocupado em suas relações com as amigas, e assim vai elaborando sua passagem de objeto fálico da mãe à construção de um modo singular de desejar.

Ao longo de seu percurso de análise Maria tem se deparado, de forma bastante dolorosa, com a desidealização da mãe, e mais tarde do namorado, e, consequentemente, com o fato de que não conseguir levar a vida sem estar sempre "sentada no banco do carona". Quando está só, Maria muitas vezes depara-se com episódios de muita angústia, para os quais não vê outra saída a não ser comer compulsivamente. Diz: "quando estou sozinha às vezes só penso em me afogar na comida e nunca mais sair." Em outros momentos, Maria também é levada a outras formas de "agir" para escoar o excesso pulsional para o qual não encontra outras vias possíveis. Através do exercício de uma liberdade extrema, que também beira a angústia, Maria se expõe a situações bastantes perigosas e arriscadas, ao sair tarde da noite sozinha de ônibus, se expor à polícia portando maconha, perdendo também os limites no que diz respeito a sua disciplina em relação à escola e aos horários. Felizmente, o horário da análise tem sido preservado, e este tem sido o espaço onde ela tem podido se deparar com seu incômodo frente a esta experiência de perda de limites e de perda de si que acompanha seu caminho em direção ao "tornar-se mulher".

Nossa hipótese é que este caso ilustra, de alguma forma, o contexto cultural contemporâneo de enfraquecimento dos ideais enquanto referências simbólico-imaginárias para o desejo, que acaba por exacerbar o desamparo e a angústia decorrente da invasão do real da pulsão na adolescência. Assim, ao invés de contribuírem para a renovação social ao sustentarem novos ideais junto a seus pares, parece-nos que, muitas vezes, os adolescentes veêm-se desamparados, o que os leva a experimentar momentos de uma angústia impensável e de uma ameaça de desintegração e despersonalização, como já observou Winnicott (1975). Sem referências que os ajudem a transpor as identificações e idealizações da infância, os adolescentes se vêem, muitas vezes, numa impossibilidade de sustentar a função desejante, sendo levados a uma descarga pulsional no real através do ato. Sendo assim, não é difícil imaginar que, em nossa sociedade contemporânea, a "passagem" adolescente se complica ou simplesmente não se completa jamais.

Antes de concluir, gostaríamos de marcar que não se trata aqui de um discurso saudosista ou retrógrado, que propõe o resgate de ideais hegemônicos, ideais esses que, sabemos, já foram suporte para muitas formas de opressão e tirania. Cabe, entretanto, apontar as particularidades de nosso momento histórico na construção da subjetividade, com seus efeitos tão constrangedores quanto promissores. Enfim, tomando o adolescente como o sujeito contemporâneo por excelência, talvez possamos melhor apreender os impasses que hoje se colocam à nossa sociedade e aos sujeitos que nela se constituem.

 

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1 Este artigo foi escrito a partir do projeto de pesquisa que venho desenvolvendo atualmente no NIPIAC (Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa e Intercâmbio para a Infância e Adolescência Contemporâneas) situado no Instituto de Psicologia da UFRJ, contando com o apoio financeiro da FAPERJ através de uma bolsa de Fixação de Pesquisador.